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Feijão-verde [1]

Enviado por Sergio Sigrist em qui, 16/04/2015 - 9:49am
Nome científico: 
Phaseolus vulgaris L.
Família: 
Leguminosae
Sinonímia popular: 
Feijão-caupi
Sinonímia científica: 
Phaseolus vulgaris subsp. aborigineus (Burkart) Burkart & H. Bruecher
Partes usadas: 
Sementes ou vagens novas cozidas.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Aminoácidos (arginina, asparagina), vitaminas (B1, B2, C), amido, minerais (cálcio, magnésio, ferro e manganês), ácido pantotênico (coenzima A), tirosina, leucina.
Propriedade terapêutica: 
Diurética, hipoglicêmica.
Indicação terapêutica: 
Indicado na dieta alimentar dos diabéticos, afecções renais e cardíacas, dores reumáticas, ciática e nevralgias.
tags: 
Doença do rim [2]
Doença cardíaca [3]
Reumatismo - artrite - artrose - dor articular [4]
Ciática [5]
Nevralgia [6]

Nome em outros idiomas

  • Inglês: string beans, snap beans (EUA), fine beans (Grã-Bretanha)
  • Francês: haricots verts, french beans, french green beans
  • Alemão: bohne, brechbohne, gartenbohne, stangenbohne, wachsbohne

Origem, distribuição [3]
Feijão-verde, assim como os tipos mais comuns de feijão (feijão-branco, feijão-preto, carioquinha, fradinho, feijão-de-corda, jalo, jalo-grosso, rosinha, mulatinho) são todos conhecidos pelo nome científico Phaseolus vulgaris, provavelmente devido a um ancestral comum que se originou no Peru, de onde se espalhou por toda a América do Sul e Central. Atualmente encontra-se em todas as partes do mundo.

Descrição
Planta terreste, anual, caule aéreo escandente (apoia-se em algum suporte, por enrolamento, mas sem gavinhas que o prendam). 

Folhas pecioladas, compostas, alternadas (uma folha por nó ao longo do caule), folíolos laterais de pedúnculo curto, inteiros e de nervuras pedalinérveas.

As flores saem das axilas das folhas em forma de cachos curtos. Flor bilateralmente simétrica, quase sempre brancas, vexilar, com 2 pétalas. Tem 10 estames e 1 carpelo que forma uma vagem alongada com muitas sementes (ou legume), como a ervilha [2,4]. 

O feijão-verde corresponde às vagens próximo da maturidade, ou seja, quando param de acumular fotossintados e iniciam o processo de desidratação natural (umidade em torno de 60 %). Nesse estágio as vagens ficam entumescidas e sofrem leve mudança de tonalidade (verde ou roxa). O grão é colhido e usado para consumo ou comercialização na forma de vagem ou grão debulhado [1].

Uso popular e medicinal [2]
As formas farmacêuticas comuns são tisanas, pó ou decocto das sementes (cozido como alimento). 

Tem ação diurética e hipoglicêmica, recomendada na dieta alimentar dos diabéticos. As tisanas são empregadas nas afecções renais e cardíacas. Emplastos dos grãos cozidos são utilizados nas dores reumáticas, ciática e nevralgias.

Tem aminoácidos (arginina e asparagina), vitaminas BI, B2 e C, amido e substâncias minerais cálcio, magnésio, ferro e manganês, ácidos pantotênico (coenzima A), tirosina, leucina.

Cuidado

É contraindicado em pessoas com dificuldades digestivas. Feijão-verde pode causar flatulências. É contraindicado em pacientes com nefrite, hepatite e gota.

 Culinária [1]
O consumo de feijão-verde é uma tradição na região Nordeste do Brasil, fazendo parte de vários pratos típicos como o baião-de-dois (feijão-caupi com arroz e queijo coalho), feijão tropeiro (feijão-caupi com bacon, ovos, farinha de mandioca ou de milho e pimenta-de-cheiro), mugunzá (feijão com milho, mocotó, toucinho e orelha de porco), arrumadinho (feijão com farinha de mandioca e carne de charque) e salada (feijão-caupi com tomate, cebola e pimentão).

Com caldo ralo e casca fina, o feijão-branco é usado em pratos como saladas, sopas e ensopados, além de ser servido com dobradinha (ou buchada), muito apreciado em São Paulo e Rio Grande do Sul.

O fradinho não produz caldo, é utilizado em saladas e muito consumido na Bahia no famoso acarajé.

 Referências

  1. Agência EMBRAPA de Informação Tecnológica: Grãos verdes [7] - Acesso em 12 abril 2015
  2. GRANDI, T. S. M. Tratado das Plantas Medicinais - Mineiras, Nativas e Cultivadas. Adaequatio Estúdio, Belo Horizonte. 2014.
  3. The World´s Healthiest Foods: Green beans [8] - Acesso em 12 abril 2015
  4. Go Botany: Phaseolus vulgaris [9] - Acesso em 12 abril 2015
  5. Imagem: Forest & Kim Starr [10]- Acesso em 12 abril 2015
  6. The Plant List: Phaseolus vulgaris [11] - Acesso em 12 abril 2015

GOOGLE IMAGES de Phaseolus vulgaris [12] - Acesso em 12 abril 2015

 

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