Algodãozinho-do-cerrado [1]
Enviado por Sergio Sigrist em sex, 18/10/2019 - 3:50pm
Nome em outros idiomas
- Inglês: yellow cotton tree
Origem, distribuição
Cerrado da América do Sul (Brasil, Bolívia, Paraguai).
Descrição [1]
Arbusto de até 4 m de altura, com profundas ramificações subterrâneas, córtex avermelhado, ramos cilíndricos. Folhas simples, alternas, tri a pentalobadas, lobos obovados, acuminados, cerca de 7,5 cm de comprimento por até 10,0 cm de largura.
Inflorescência terminal, paniculada, em geral com até 15 flores amarelo-douradas, vistosas.
Fruto capsular, loculicida, seco quando maduro, deiscente.
Sementes reniformes, de testa lisa, crustácea, numerosas, castanho-escuras, densamente tomentosas, pêlos alvos, sedosos, longos. Devido a essa característica derivou o nome popular "algodãozinho".
Uso popular e medicinal
Comunidades em áreas de cerrado do Brasil usam a raiz e a casca para fins medicinais. Parte mais utilizada, a raiz é colocada em vinho branco para inflamações uterinas.
O chá da raiz, preparado juntamente com a entrecasca de barbatimão e de jatobá, serve como regulador menstrual. O pó da raiz, adicionado à água, é indicado como antidisentérico.
Vários autores afirmam que a raiz é purgativa, contra albumina na urina, que o chá preparado com a casca é usado como depurativo do sangue e a casca é usada em reumatismo e prisão de ventre.
As sementes contêm um óleo irritante [1].
Levantamento etnobotânico e etnofarmacológico realizado no Estado de Tocantins demonstrou que esta planta é utilizada no tratamento de várias enfermidades, sendo as mais frequentes inflamação ginecológica e renal, prostatite, dores diversas, febre, gastrite e afecção de pele.
Análises fitoquímicas feitas em extratos macerados das raizes nos solventes hexano, diclorometano, acetato de etila e metanol identificaram as seguintes substâncias: excelsina, um esteroide, ácido p-hidroxicinâmico estearato e naringenina (flavanona comum no gênero Cochlospermum) [3].
É empregada na medicina popular como analgésico, anti-inflamatório e anti-infeccioso. Estudos farmacológicos comprovaram as atividades antinociceptiva, antimicrobiana e antipirética justificando a sua utilização na terapêutica [2].
Dedicado a Jacira Corrêa Sarate Silva (Mato Grosso)
Referências
- Universidade Federal de Mato Grosso: Cochlospermum regium - Bixaceae [12]
- Visão Acadêmica (Universidade Federal do Paraná, 2014): Anatomia foliar de algodãozinho-do-cerrado [13]
- Antunes, M. N. (2009). Constituintes químico de Cochlospermum regium [14]
- Image: Wikimedia Commons [15] (Author: Bernard Dupont [16])
- The Plant List: Cochlospermum regium [17]
GOOGLE IMAGES de Cochlospermum regium [18]
