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Acerola, aceroleira [1]

Enviado por Sergio Sigrist em ter, 02/01/2018 - 10:39am
Nome científico: 
Malpighia glabra L.
Família: 
Malpighiaceae
Sinonímia popular: 
Cereja-das-antilhas, cereja-do-pará, cereja-de-barbados.
Sinonímia científica: 
Malpighia punicifolia L.
Partes usadas: 
Fruto. Forma farmacêutica: sumo
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Vitaminas (A, B1, B2, C, E).
Propriedade terapêutica: 
Antioxidante.
Indicação terapêutica: 
Estimula o sistema imunológico, combate a resfriados, distúrbios da coagulação sanguínea e lesões hepáticas.
tags: 
Estímulo do sistema imunológico [2]
Resfriado [3]
Distúrbio da coagulação sanguínea [4]
Doença hepática [5]

 


Nome em outros idiomas

  • Inglês: Barbados cherry, west Indian cherry
  • Francês: cerise-ronde-de-cayenne, cerise-des-antilles
  • Espanhol: ginjeira-da-jamaica, cereja-colorada, cerezo, semeruco.

Origem, distribuição
Nativa das Índias Ocidentais e do sul do Texas (EUA) até o norte da América do Sul. 

Descrição [4,5]
Arbusto a árvore, cresce cerca de 3,6 metros de altura. Folhas opostas, curtopecioladas, elípticas, oblonga. 

Flores dispostas em cimeiras sésseis ou quase, sépalas pubescentes, pétalas de cores cambiando do róseo ao violáceo e também às vezes brancas. Crescem a partir das axilas das folhas em aglomerados de 3 a 5. 

Fruto drupáceo, ovoide ou globoso, medindo 1-3 cm de diâmetro (tamanho de uma cereja), escarlate na plena maturação, sucoso, aromático e comestível. É reconhecida pela riqueza em ácido ascórbico (vitamina C), sendo certo que uma única acerola satisfaz a exigência diária de vitamina C de um adulto. O conteúdo de ácido ascórbico é maior na fruta meio verde.

A fruta madura é extremamente frágil, logo deve ser consumida imediatamente após a colheita ou processada.

A propagação se faz por sementes levadas à terra poucos dias após retiradas dos frutos bem maduros.

Uso popular e medicinal
Usada como suplemento de vitamina C do organismo. Possui ação antioxidante, auxiliando na manutenção do crescimento e regeneração celular. A vitamina C bloqueia a formação de radicais livres, preservando as células e a atividade de outras vitaminas (A, E, B1 e B2). Sua ação na regeneração celular é devida ao estímulo da formação do colágeno (presente na pele, ligamentos e articulações).

A acerola estimula o sistema imunológico, combate resfriados, distúrbios da coagulação sanguínea e lesões hepáticas.

Pode ser administrado junto com outras fontes de vitamina como complemento da dieta [2].
 
A acerola tem enorme potencial para industrialização, uma vez que pode ser consumida sob forma de sucos, compotas, geléias, utilizada no enriquecimento de sucos e de alimentos dietéticos, na forma de alimentos nutracêuticos, como comprimidos ou cápsulas, empregados como suplemento alimentar, chás, bebidas para esportistas, barras nutritivas e iogurtes. Lembrando que o fruto verde concentra teores mais elevados de vitamina C, recomenda-se a leitura de um trabalho que avaliou o uso do ácido giberélico e da benzilaminopurina na conservação de acerolas colhidas no estádio verde e armazenadas sob refrigeração [3]. 
 
Contraindicação, toxicidade [2]
Deve ser evitado por pessoa com hipersensibilidade. Suspender o uso em caso de irritação gástrica. Sem toxicidade, é utilizada como alimento há muito tempo. 

Composição de alimentos por 100 g de parte comestível [1]

Polpa madura da acerola
Principais Minerais Vitaminas
Umidade g 91,7 Cálcio mg 36,8 A RE mcg 208
Energia 31 kcal; 128 kJ Magnésio mg 10,9 A RAE mcg 104
Proteína g 0,72 Manganês mg 0,06    
Lipídeos g 0,39 Fósforo mg 21,4 Equivalente de folato mcg 13,7
Colesterol mg 0 Selênio mcg 0,58 Riboflavina (B2) mg 0,07
Carboidrato g Total 6,89; Disponível 5,14  Sódio mg 0,67 Cobalamina (B12) mcg 0
Fibra alimentar g 1,76 Potássio mg 139 Niacina (B3) mg 0,7
Cinzas g 0,35 Cobre mg 0,06 Ácido ascórbico (C) mg 1506
Álcool g 0 Zinco mg 0,11    
Ácidos graxos (g): saturados 0,09; monoinsaturados 0,11; poli-insaturados 0,12

 

 Dedicado a Mário Sérgio Sigrist (Goiânia, GO).

 Referências

  1. Brasilfoods, USP, FoRC/CEPID/FAPESP (2017): Tabela Brasileira de Composição de Alimentos 6.0 [6]
  2. GRANDI, T. S. M. Tratado das Plantas Medicinais - Mineiras, Nativas e Cultivadas. Adaequatio Estúdio, Belo Horizonte. 2014.
  3. Ciência e Agrotecnologia (2006): Uso de reguladores vegetais na conservação refrigerada de acerolas [7] - Acesso em 31 de dezembro de 2017
  4. Enciclopaedia Britannica: Barbados cherry [7] - Acesso em 31 de dezembro de 2017
  5. SOUZA, J. S. I; PEIXOTO A. M.; TOLEDO, F. F. Enciclopedia Agrícola Brasileira. Editora USP (EDUSP), São Paulo. 1995.
  6. Imagem: Wikimedia Commons [8] (Autor: Marcelo P. B. Silva) - Acesso em 31 de dezembro de 2017
  7. The Plant List: Malpighia glabra [9] - Acesso em 31 de dezembro de 2017

GOOGLE IMAGES de Malpighia glabra [10] - Acesso em 31 de dezembro de 2017

 

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